Sustentabilidade




Morador de Nova Esperança (PR) que não separa lixo deixa de ter resíduos recolhidos


20/11/2009 - 23h23





DIMITRI DO VALLE

da Agência Folha, em Curitiba

A Prefeitura de Nova Esperança (460 km de Curitiba), no Paraná, implantou há três meses um sistema de recolhimento de lixo que obriga o morador a deixar o material reciclável separado para a coleta.

Caso isso não ocorra, a prefeitura deixa de remover o lixo da frente da casa do morador e ainda coloca um adesivo vermelho avisando que ele não foi recolhido porque não houve a devida separação.

O material reciclado é encaminhado para uma cooperativa de catadores do município, que fica no noroeste do Paraná e tem 26 mil habitantes.

Os 30 catadores conseguiram com a parceria aumentar a coleta de 20 para 60 toneladas de material por mês.

Com mais material para trabalhar, eles viram sua renda aumentar, em média, de R$ 380 para R$ 500.

O secretário municipal de Viação e Obras Públicas, Mauro Ferrari, afirmou que até o momento não houve reclamação por parte dos moradores a respeito da medida. "Todos estão colaborando", disse ele.

Para funcionar, os catadores foram integrados ao serviço regular de recolhimento do lixo, que cobre 100% do município.

Junto ao caminhão da prefeitura, uma carreta da cooperativa vai à reboque --tudo para facilitar a separação desde a origem de todo o material que pode ser reaproveitado.

O promotor de Justiça Nivaldo Bazoti, que acompanhou a implantação das mudanças na coleta de lixo, afirmou que a medida tem respaldo jurídico.

"O ente estatal não pode entrar na casa de cada morador para separar o lixo, mas esse morador pode fazer isso sem nenhuma dificuldade", disse.

Bazoti declarou que a adoção do adesivo para chamar a atenção de quem não separou "é educativa". Ele disse que a ação trouxe resultados práticos devido à adesão maciça dos moradores. "Não houve nenhuma contestação", disse.

Segundo o promotor, a coleta antes da implantação do projeto era feita com os materiais orgânicos e recicláveis misturados. "O município estava começando a ter problemas para encaminhar esse lixo todo misturado", disse Bazoti.

Para ele, a mudança no sistema de recolhimento de lixo beneficiará o meio ambiente, além de prolongar a vida útil do aterro sanitário da cidade.



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